Em Abeokuta, no Sul da Nigéria, criou em 1932 um Clube de Senhoras, o ALC (Abeokuta Ladies Club), que se dedicava a ensinar regras de etiqueta, a fazer artesanato e a organizar chás. Mas um dia o ALC foi desafiado pelas vendedoras dos mercados a ajudar na sua alfabetização e, de repente, Funmilayo estava a lutar pelos direitos destas mulheres. As fiscalizações excessivas e os impostos disparatados eram fruto de uma aliança entre as autoridades tradicionais africanas e os colonizadores britânicos.
Funmilayo fez frente a todos eles e ganhou, com o ALC a tornar-se uma poderosa associação de defesa dos direitos das mulheres. Chegou a forçar a abdicação do rei dos egbas, um dos muitos soberanos da Nigéria colonial. Passaram a chamar “leoa” a Funmilayo.
Graças ao protagonismo do ALC, Funmilayo foi convidada a integrar a delegação que em 1947 foi a Londres defender a independência da Nigéria. Esta só seria conseguida em 1960.
Ao lado de Funmilayo no ALC estava outra formidável lutadora pelos direitos das mulheres, Grace Eniola Soyinka, cujo filho seria o primeiro africano a ganhar o Nobel da Literatura. Funmilayo também criou três filhos notáveis, dois deles médicos, um dos quais chegando a ser ministro da Saúde. O outro filho, Fela, era um músico contestatário, sempre corajoso a ponto de desafiar os generais que por hábito governavam a Nigéria. Em 1978, tropas invadiram o local onde Fela estava, uma espécie de comuna, e na confusão a mãe e apoiante caiu de uma janela, morrendo mais tarde.