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A Pampa: No novo restaurante-bar da Praça das Flores o conceito é a partilha

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A ideia de Clara da Silva era criar em Lisboa um sítio que não só misturasse, mas sobretudo promovesse a partilha entre diferentes conceitos (restaurante, café e bar) e mundos (artes plásticas, música e workshops de saúde e bem-estar). Um espaço que refletisse o local e o multicultural, à semelhança da sua própria identidade. Clara da Silva é filha de pai português e mãe francesa e há um ano decidiu vir para Lisboa encontrar o estabelecimento ideal para juntar aos três que já tem em Paris.

Cofundadora, com o irmão, do Entourage Group, que detém o Mercerie, o Impasse e o Seine Café, Clara da Silva abriu em maio, na Praça das Flores, A Pampa. O espaço tem atraído os olhares curiosos dos habitantes mais velhos da zona, que lhe conheceram diferentes destinos e que se surpreendem pela nova vida que ganhou entretanto. Agora, o número 18 da Praça das Flores é um local multifuncional, cuja arquitetura interior – ampla e em open space, decorada com mobiliário leve e um generoso número de plantas – dialoga, em perfeita harmonia, com a envolvente exterior da pitoresca praça lisboeta, quase como se fosse um prolongamento.

No mesmo sentido, pretende ser um espaço de confluência de artistas, habitantes locais e estrangeiros.

“Adoro a Praça das Flores!”, começa por dizer Clara da Silva, explicando de seguida que o seu objetivo ao abrir A Pampa foi criar, naquele pequeno oásis de tranquilidade no meio do buliço do centro da capital, “um sítio que juntasse coisas diferentes”. O que significa unir diferentes produtos, na cozinha, “e inovar” e ter “vários tipos de pessoas” no público que acolhe. No fundo, tudo se resume à ideia de partilha. “O meu objetivo é partilhar, por isso o menu reflete essa experiência”, sintetiza.

Uma carta à medida da estação

A Pampa abrange praticamente todas as refeições do dia, uma vez que abre às 9h e só encerra às 2h (fecha às segundas-feiras). O convite para se juntar um grupo à mesa e partilhar a refeição, provando as várias opções da carta, não é a único conceito que se pretende refletir.

Sob o lema da chamada comida saudável, a cada trimestre os menus d’ A Pampa são alterados. Os pratos são confecionados com produtos sazonais de produtores selecionados na zona de Lisboa e arredores, mas são tão internacionais e cosmopolitas como o espaço onde são servidos. Nesta estação, que pede opções mais frescas, o menu inclui pratos como a burrata, ceviche de lombo ou carpaccio de polvo, entre outros. Nas sobremesas, destaca-se o gelado e frutos frescos, além da opção mais clássica da mousse de chocolate com frutos vermelhos.

E porque também é bar A Pampa aposta forte nos cocktails, juntando aos clássicos cocktails de autor, cujos nomes são referências à música brasileira. ‘Vivo Sonhando’, ‘Rosa Morena’, ‘Chega de Saudade’, ‘Garota de Ipanema’ e ‘Samba de Verão’ O segundo, feito de gin, pepino, manjericão e lima parece fazer especial sucesso junto do paladar feminino.

Estes cocktails com inspiração em clássicos da MPB e bossanova são os pares perfeitos para acompanhar os dj sets que o espaço oferece ou aproveitar para escolher um disco, numa seleção de discos de vinil que está para venda no primeiro andar do espaço. Julein Boisseau, que vem da área da música e programação artística, é o parceiro de Clara nesta aventura lisboeta.

Além da música, n’ A Pampa há para ver obras de artistas emergentes, em exposições periódicas. Durante o dia acolhe também atividades como aulas de yoga, que vão sendo anunciadas nas suas redes sociais.

Veja na galeria as imagens do espaço, bem como de alguns dos pratos servidos.