E se alguns produtos de alisamento capilar puderem estar relacionados com casos de insuficiência renal? Para a Agência Nacional de Segurança Sanitária para a Alimentação, Ambiente e Trabalho francesa (ANSES, no original) é caso para alerta, sobretudo no que diz respeito aos produtos com ácido glioxílico, comuns – segundo a autoridade – no chamado “alisamento brasileiro”.
Na origem do aviso estão quatro casos de mulheres, com idades entre os 28 e os 42 anos, que sofreram episódios de “insuficiência renal aguda desde o início do ano, após a aplicação dos produtos que continham ácido glioxílico”, afirma o comunicado da autoridade (que pode consultar no original aqui), que especifica que as visadas recuperaram do episódio de intoxicação.
“Assim que o primeiro caso foi analisado, a ANSES agiu no sentido de realizar um inventário de conhecimentos sobre a toxicidade renal do ácido glioxílico quando aplicado no cabelo. A perícia realizada pela Agência visa documentar uma proposta de alterações às disposições regulamentares europeias, a fim de regular adequadamente a utilização desta substância, que atualmente não está restrita em produtos cosméticos”, detalha a mesma nota. Ainda que se aguardem conclusões, a mesma autoridade avança que “a Direção Geral da Concorrência, Consumo e Repressão à Fraude e a Direção Geral da Saúde [francesas] apelam à vigilância relativamente à utilização de produtos alisantes que contenham ácido glioxílico, dado o risco associado, e não recomendam o uso”.
A entidade afirma que se trata de “uma substância química utilizada em certos produtos cosméticos pelas qualidades que apresenta como agente suavizante”. Quanto aos sintomas de eventual intoxicação, a ANSES, que pede regulamentação específica sobre todos os agentes cosméticos, fala em “dores abdominais ou lombares, náuseas e/ou vómitos” e recomenda a consulta imediata de um médico ou ligar para um centro de controle de intoxicações, indicando o uso de um alisante capilar, bem como as suas componentes químicas.