
Carolina Silveira tem 32 anos e foi diagnosticada com cancro da mama triplo negativo com mutação BRCA aos 29. A auxiliar veterinária, desde então a trabalhar na receção (posto que lhe foi equiparado à doença), conta que, em fevereiro de 2019, sentiu um “caroço” que, inicialmente, pensou “não ser nada de grave”. Ainda assim, pediu a uma colega do trabalho que a observasse com a sonda do centro veterinário. “Disse-me que se eu fosse um cão ou um gato iria sugerir logo cirurgia”, lembra.
Em março, Carolina Silveira dirigiu-se ao Hospital da CUF, em Lisboa, onde lhe deram a notícia: tem um cancro. “Tinha medo de não sobreviver. Até disse ao meu marido o que fazer caso eu morresse”, conta. Confessa que a médica “não soube explicar o que devia fazer a seguir”, enviando cartas ao serviço público. Procurou também uma segunda opinião no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Na família havia um antecedente: a mãe também tinha lutado contra um cancro, acabando por morrer.

Os tratamentos “agravaram as dores”, recorda. “Por causa da minha displasia da anca, aumentei de peso e sentia enjoos”, partilha Carolina Silveira. Números indicam que 46% das mulheres com cancro da mama dizem sentir que as dores perturbam as suas atividades diárias, de acordo com o novo estudo da Universidade Católica.
