Não é a primeira, nem será a última, que a moda procura quebrar convenções, significados e símbolos. Desta vez, a nova linha parte da mão do estilista húngaro radicado no Reino Unido, Fabian Kis-Juhasz, que criou uma bolsa para a cintura que parte diretamente de um cinto de castidade, símbolo da repressão masculina sobre as mulheres na Idade Média.
Ao site Dazed, o designer explicou que a ideia da peça nasceu do já longo fascínio por “cintos de castidade” porque “são tão intrinsecamente exagerados”. Associados à ideia de repressão, Kis-Juhasz justifica que “eles [os cintos de castidade] não eram efetivamente reais na época medieval, eram falados num sentido alegórico que, posteriormente, gerou algumas reiterações físicas muito mais tarde, no século XVII, o que os torna ainda mais cómicos”, justificou o estilista.
O designer húngaro apresenta-se como um criativo que concebe roupa para ”todas as identidades femininas”. Para tal faz uso de uma máxima segundo a qual sustenta que “não é preciso ser-se feminina para se ser uma mulher nem ser-se uma mulher para se ser feminina”.