O filme ‘Manas’, da realizadora brasileira Marianna Brennand e coproduzido por Portugal, venceu o prémio de melhor realização do programa “Dias dos Autores”, paralelo ao Festival de Cinema de Veneza, anunciou esta sexta-feira, 6 de setembro, o júri em Itália
Neste programa, no qual estão também os filmes “Kora”, de Cláudia Varejão, e “Sempre”, de Luciana Fina, o júri decidiu atribuir o principal prémio a Marianna Brennand por ter abordado, de uma forma “tão delicada”, o tema “extremamente sensível e difícil do abuso, tanto no contexto doméstico em contextos mais sistemáticos”. Pode ver o trailler de Manas abaixo:
O prémio, de 20 mil euros, será repartido entre a realizadora e o distribuidor internacional, para impulsionar a sua circulação em sala. Em 2022, este prémio do programa “Dias dos Autores” foi atribuído a Cláudia Varejão pela longa-metragem Lobo e Cão.
Este ano, a realizadora estreou em Veneza Kora, que é uma curta-metragem sobre mulheres refugiadas que vivem em Portugal, a partir das fotografias que as protagonistas trazem consigo. Veneza descreveu o filme como “um manifesto contra a guerra e a discriminação das mulheres”.
Sempre é um documentário de montagem que a artista italiana Luciana Fina fez a partir dos arquivos da Cinemateca Portuguesa, na sequência de um convite à autora para assinalar os 50 anos da Revolução de Abril de 1974. A película aborda a repressão da ditadura do Estado Novo, o processo revolucionário em curso que se sucedeu, a descolonização, entre outras questões, mas também “repropõe os gestos de grandes cineastas que entraram em ação juntamente com artistas, compositores e realizadores de rádio”, que registaram os acontecimentos, lê-se na sinopse.
Luciana Fina, que colabora há vários anos com a Cinemateca Portuguesa, tem desenvolvido um trabalho visual destinado tanto a salas de cinema como a galerias e museus. A 21ª. edição de “Dias dos Autores” termina no sábado, 7 de setembro.
Lusa