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Hospital sueco removeu por engano útero a 33 mulheres

[Fotografia: Pexels/Kindelmedia]

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Diagnósticos da existência de células pré-cancerígenas e denunciadoras de um eventual cancro uterino empurraram 33 mulheres suecas, com idades entre os 38 e os 85 anos, para histerectomias (operação para remoção do útero). Porém, os resultados que inicialmente indicavam para neoplasia intraepitelial endometrial não estavam corretas e o hospital Universitário de Uppsala, na Suécia, procedeu remoções que eram desnecessárias.

“As mulheres foram informadas após os testes que tinham células pré-cancerígenas que são precursoras do cancro uterino e, portanto, foi recomendada a cirurgia”, descreveu a unidade hospitalar em comunicado. Contudo, estes resultados foram posteriormente considerados incorretos após nova análise do hospital e mediante aumento “inexplicável” de casos.

“Lamentamos profundamente o que aconteceu. A remoção do útero é uma operação importante, com consequências importantes e irreversíveis. Não deveria acontecer”, afirmou o diretor clínico de serviço do hospital, Johan Lugnegard, em comunicado. O Hospital de Uppsala avança que as lesadas podem pedir indemnização num caso em que a remoção do útero pode trazer sequela para as mulheres a nível reprodutivo e hormonal.