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Menopausa. “Ombro congelado”, “boca ardente” e mais 4 sintomas que nem sequer desconfia

[Fotografia: Freepik]

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A menopausa é um período revolucionário na vida das mulheres. Para lá das considerações sociais – muitas delas com base no preconceito – que vigoram sobre esta matéria, e que tendem a ‘puxar para trás’ o sexo feminino, a verdade é que um tempo único para perceber como vai ser a vida delas durante os próximos 30 anos, tendo em conta a esperança média de vida em Portugal.

É tempo de acabar com alguma intolerância por parte da sociedade, é a ocasião perfeita para que os outros deixem de opinar, sem saberem, sobre a vida das mulheres e é o momento exato para cada uma tome consciência do seu corpo e naquele que será, em média, o último terça de vida, respeitando-o como tal.

Sabendo-se dos já bem conhecidos calores e humor variáveis, das insónias e do acúmulo de gordura abdominal, passando pelo extremo cansaço e eventual secura vaginal, a delas.pt pediu à médica internista Minnie Freudenthal que indicasse sintomas da menopausa que são, ainda hoje, imprevistos, mas que indicam uma nova fase da vida da mulher. E podem ser bem mais diversos do que pode imaginar.

Minnie Freudenthal [Fotografia: Minnie Freudenthal.pt]
Para Freudenthal, é tempo de prestar atenção a novos sinais, e que têm, até, surpreendido a própria. “Para além do ‘ombro congelado‘ [n.r: esta parte do corpo fica paralisada e o braço não consegue, inesperadamente, mas com dor, cumprir, nem responder à função que se pretende], foram o síndrome da “boca ardente” – em que, do nada, a língua, céu da boca e lábios começam a arder -, as sensações de formigueiro ou dormências nos pés, mãos ou pernas, comichão na pele, suores frios e até alteração da consciência do espaço”, refere a especialista por escrito à Delas.pt.

E prossegue: “Na verdade, os sintomas podem vir de vários sistemas e em nenhum momento a mulher deve desvalorizar o que sente. Uma conversa aberta com alguém que não desvalorize o que a mulher está a sentir é um passo fundamental para se encontrarem soluções.”

Para Minnie Freudenthal, “recorrer a ajuda, não ter vergonha do que se sente e ter um papel ativo na manutenção da saúde são poderosas ferramentas que felizmente hoje temos ao nosso dispor” considera.

Para tal, a especialista – que se apresentou na conferência que serviu de palco à apresentação do estudo Menopausa – Como é Vivida Pelas Mulheres em Portugal, da Wells – lembra que “os cuidados de saúde básicos relacionados com o sono, movimento, regulação emocional, alimentação e respiração são pilares fundamentais para qualquer forma de abordagem terapêutica ser bem sucedida“. Contudo, urge ter uma leitura mais ampla. Para a médica internista, “só assim se podem minimizar efeitos secundários e maximizar os efeitos terapêuticos“.