
“Alguns de vós nesta plateia viram-me muito emocionada porque o meu agressor está aqui hoje”. A frase é de Alexis Smith, de 25 anos, aquando da participação na prova estadual do Kansas a caminho da Miss Estados Unidos da América, para o próximo ano.
Segundo a imprensa, o abusador e agressor de violência doméstica terá aparecido na plateia durante a prova. Contudo, apesar da perseguição e da “perturbação da paz”, Alexis deixou bem claro: “Isso [a presença da pessoa] não vai me impedir de estar no palco do Miss Kansas e de me apresentar como a próxima Miss Kansas porque eu e minha comunidade merecemos relacionamentos saudáveis.” A miss quer transformar esta causa na sua missão como Miss América. Uma posição que mereceu aplausos ruidosos do público presente.

Já mais tarde, Smith explicou que esta sua experiência tomou “um rumo inesperado porque alguém de quem se estava a curar tentou perturbar a paz”. “Em vez de cair no silêncio, escolhi viver a minha visão de um mundo melhor. Retomei o poder – não apenas para mim, mas para meus sonhos e para todos que estão a assistir e a ouvir”, acrescentou nas redes sociais.
Aliás, a concorrente revelou ainda, já posteriormente, que “todas as mulheres” de família dela foram “afetadas pela violência doméstica”, tendo ela sofrido os primeiros episódios aos 14 anos e estando ainda a debelar as sequelas.
Agora, quer por um basta nesta realidade. “Sendo uma mulher que precisou desse empoderamento durante toda a minha vida, sendo uma espetadora da violência doméstica, uma vítima, uma sobrevivente e agora uma defensora, bem como uma jovem com motivação educacional, tenho a oportunidade de partilhar a minha história em grande escala”