Conotada negativamente, a coscuvilhice está muito associada a espalhar boatos e mentiras infundadas com o objetivo de prejudicar alguém. E, sim, muito desse comportamento alicerça-se nesta ‘maldade’. Contudo, ela pode também ser “construtiva para as relações humanas”. Quem o defende é o psicólogo Ali Fenwick no seu mais recente livro Red Flags, Green Flags [Editora Nascente].
De acordo com o autor, “as pessoas coscuvilham para criar laços com os outros, partilhar informação e manter a ordem social”. Mais, Fenwick sustenta na obra que “pode ajudar a lidar com emoções negativas e a ultrapassar desconforto psicológico”, podendo mesmo ser entendida como “estratégia de sobrevivência”.
Para distinguir a coscuvilhice boa da má, o autor deixa algumas pistas essenciais para que não seja apanhada numa conversa na qual não se revê ou para que interrompa um ciclo tão comum à humanidade – de tal maneira que tem designação em vários culturas ao longo da História.
Veja o que elenca Ali Fenwick:
Coscuvilhice saudável
“Partilha de notícias positivas acerca de amigos e familiares:
- Falar sobre alguém que está a começar um novo trabalho, que foi promovido, que tem um novo relacionamento ou comprou uma casa nova.
- Falar sobre os planos futuros de entes queridos como manifestação de apoio ou inspiração.”
Coscuvilhice nociva:
“Partilha de notícias negativas acerca de amigos e familiares:
- Espalhar rumores.
- Falar do comportamento de alguém.
- Prejudicar a reputação de alguém.
- Tentar criar animosidade entre amigos.”