Nem toda a coscuvilhice é prejudicial. Há a boa e a má, distinga-as!

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[Fotografia: Freepik/Halayalex]

Conotada negativamente, a coscuvilhice está muito associada a espalhar boatos e mentiras infundadas com o objetivo de prejudicar alguém. E, sim, muito desse comportamento alicerça-se nesta ‘maldade’. Contudo, ela pode também ser “construtiva para as relações humanas”. Quem o defende é o psicólogo Ali Fenwick no seu mais recente livro Red Flags, Green Flags [Editora Nascente].

De acordo com o autor, “as pessoas coscuvilham para criar laços com os outros, partilhar informação e manter a ordem social”. Mais, Fenwick sustenta na obra que “pode ajudar a lidar com emoções negativas e a ultrapassar desconforto psicológico”, podendo mesmo ser entendida como “estratégia de sobrevivência”.

Para distinguir a coscuvilhice boa da má, o autor deixa algumas pistas essenciais para que não seja apanhada numa conversa na qual não se revê ou para que interrompa um ciclo tão comum à humanidade – de tal maneira que tem designação em vários culturas ao longo da História.

Veja o que elenca Ali Fenwick:

Coscuvilhice saudável

“Partilha de notícias positivas acerca de amigos e familiares:

  • Falar sobre alguém que está a começar um novo trabalho, que foi promovido, que tem um novo relacionamento ou comprou uma casa nova.
  • Falar sobre os planos futuros de entes queridos como manifestação de apoio ou inspiração.”

Coscuvilhice nociva:

“Partilha de notícias negativas acerca de amigos e familiares:

  • Espalhar rumores.
  • Falar do comportamento de alguém.
  • Prejudicar a reputação de alguém.
  • Tentar criar animosidade entre amigos.”