Papa nomeia primeira mulher para estar à frente de um Dicastério

Irmã Brambilla
[Fotografia: DR]

Desde o início do papado de Francisco que a presença das mulheres na estrutura da Igreja tem sido cada vez maior. Apesar de alguns avanços esperados que acabaram por não se concretizar, a verdade é que o Sumo Pontífice tem vindo a atribuir funções de responsabilidade a mulheres e que têm estado apenas, durante séculos, nas mãos de homens. No caso dos Dicastérios e da Secretaria de Estado do Vaticano, estes cargos estavam nas mãos de cardeais e arcebispos.

Esta segunda feira, 6 de janeiro, o papa Francisco escolheu a irmã e ex-superiora geral das Missionárias da Consolata, Simona Brambilla, nascida a 27 de março de 1965, em Monza, Itália, para o Dicastério para a Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, tornando-se na primeira mulher a tomar o pulso a um cargo desta dimensão. Recorde-se que Brambilla era secretária deste organismo do governo da Cúria Romana desde 7 de outubro de 2023. Com formação em enfermagem, a irmã agora nomeada teve experiência missionária em Moçambique e liderou a comunidade missionária da Consolata entre 2011 e 2023.

Quanto ao número de mulheres cada vez mais presentes na estrutura Católica do estado do Vaticano, a percentagem de participação escalou de 19,2% para 23,4% entre 2013 e 2023. No que respeita a funções de especial destaque, o Papa Francisco nomeou, em 2016, Barbara Jatta para a direção dos Museus Vaticanos e, mais recentemente, em 2022, a irmã Raffaella Petrini para a secretaria-geral da Governação e para um cargo que tradicionalmente era atribuído a um bispo.