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Quatro em cada dez pessoas não consegue parar de trabalhar

[Fotografia: Istock]

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São cada vez as mais pessoas que esticam o trabalho para outras áreas das suas vidas, na maior parte das vezes transportando-o para a vida pessoal e familiar, para casa.

De acordo com um estudo realizado junto de dois mil britânicos, quatro em cada dez pessoas assumiram que não conseguem para de exercer funções laborais para lá do horário de trabalho e que um em cada seis inquiridos reconheceu despender mais de 11 horas semanais em assuntos relacionados com as obrigações profissionais, vendo emails ou fazendo chamadas telefónicas fora do local de trabalho.

Motivos mais do que suficientes para que os respondentes não fiquem surpreendidos se os outros os virem como workahoolics. Aliás, 1/3 dos indivíduos que participaram neste estudo promovido pela empresa SPANA reconhece isso mesmo. Já metade, surpreendentemente, crê e cumpre este esforço apesar de achar que ele em nada vai beneficiar a carreira de forma significativa.

Apenas 3% – três por cento – admitiu que encerra o seu dia de trabalho no exato momento em que sai, só voltando a olhar para as matérias laborais no início da jornada seguinte.

Ao detalhe, mais de metade dos inquiridos (57%) admitiu ver os emails durante a semana, 1/3 reconheceu que o faz ao fim da tarde e ao jantar, outro tanto diz que é a primeira que faz quando acorda de manhã.

Mais dramático, cerca de 25% afirmou que chega a acordar a meio da noite a pensar ansiosamente no trabalho. Incrivelmente, há relatos da entrada de trabalho em momentos algo inusitados: um em cada dez reconheceu que já tinha recebido chamadas de trabalho em ocasiões tão inesperadas como durante um casamento, um funeral e mesmo durante o sexo.

As razões na origem deste comportamento

O estudo citado pelo site studyfinds.com não revela percentagens detalhadas sobre o facto de o volume de trabalho estar ou não adaptado ao horário laboral. Refere apenas que muitos trabalham para lá das horas contratadas devido a pedidos de última hora de seus chefes, a cargas de trabalho irracionais e a busca de uma maior tranquilidade na conclusão de uma tarefa específica.

Ainda de acordo com a análise, perto de ¼ refere que trabalha horas extra para evitar problemas ou confrontos com o chefe. A mesma investigação postula que 1/5 dos funcionários (20%) prioriza mais a vida profissional do que a pessoal.

E se quase sete em cada dez consideram que ter a saúde em risco devido às funções que exerce é demais, já 25% arriscava tudo para que uma tarefa fosse concluída.