
À Terra (Povoação): Aquilo que o chef Hugo Ferreira e a sua equipa estão a fazer no À Terra do Furnas Boutique Hotel é motivo de elogio. O forno a lenha é o ponto de partida para uma refeição inesquecível com criatividade, produtos regionais, receitas tradicionais com um piscar de olho à modernidade. / Preço médio 25 euros (Por Ricardo Santos - Foto Fernando Marques)

Alma Nova (Lisboa): Encontrados os sócios certos, que já estão consigo em projetos como o Cais da Pedra e o food corner no Mercado da Ribeira, e garantida a localização no Chiado, Henrique Sá Pessoa regressou, em finais de 2015, à alta gastronomia pela porta grande. A funcionar seis dias da semana, por enquanto estão a servir apenas jantares, mas quando as reservas atingirem uma média de 40 a 50 por noite passarão também a ter almoços. Do seu receituário, Sá Pessoa trouxe apenas o leitão confitado. Tudo o resto foi criado de novo e inclui propostas à la carte e três menus de degustação. / Preço: 50 euros (Por João Miguel Simões)

Maria Pia (Cascais): Em 2015, Pedro Mendes, o chef que fez do aproveitamento culinário da bolota uma missão, trocou a planície alentejana pelo mar de Cascais. Ia o verão a meio quando decidiu pegar a tempo inteiro na cozinha do Maria Pia, onde já dava uma mão como chef consultor. Fica no primeiro piso do Clube Naval, com muito mar à vista – e a carta não destoa da panorâmica que as grandes janelas oferecem. Ceviche de robalo, pataniscas de atum com molho de soja e gengibre e um guloso risoto vegetariano de algas são exemplos de uma cozinha a que Pedro Mendes chama simplesmente «o melhor do mar». Nada menos. / Preço médio: 40 euros (Por João Mestre - Foto Fernando Marques)

Bioco (Olhão): «Mais amor por favor», eis o lema do restaurante Bioco, localizado no centro de Olhão. Uma tasca, mais do que um restaurante, gerida desde 2013 por três jovens da terra que aliam a irreverência à criatividade e humor. Basta seguir o que escrevem diariamente na internet (facebook.com/bioco. olhao) para perceber o espírito da casa. A comida? Petiscos, muitos e bons petiscos, entre eles rissóis de berbigão, tiras de choco, barriga de atum ou polvo frito. Sempre com um jarro de vinho a acompanhar. (Por João Ferreira Oliveira - Foto Jorge Simão)

Loco (Lisboa): As obras prolongaram-se por todo o ano de 2015, mas o primeiro projeto de Alexandre Silva em nome próprio, em parceria com a sua mulher e com uma equipa escolhida a dedo, ficou pronto a tempo de abrir ainda em dezembro. Com diferentes influências, a cozinha do LOCO assenta na criação constante e, até ver, servirá apenas jantares — também não há carta, mas dois menus (um de 14 momentos a 70 euros e outro de 18 a 85 euros) que mudam na íntegra todos os 15 dias e cujo serviço inclui várias surpresas (até virem dar-nos comida à boca). / Preço médio: 90 euros (Por João Miguel Simões - Foto Fernando Marques)

Sala de Corte (Lisboa): Num ambiente acolhedor, a grande atração é a carne grelhada, não fosse o Sala de Corte a steakhouse do momento. Além dos seis cortes de carne – vazia, picanha, entrecôte, lombo, chateaubriand e chuletón de buey – é possível também pedir pregos, hambúrgueres e bitoques. Mas aqui não se deve saltar as entradas. O carpaccio de lombo de novilho com azeite de trufa, pistachios, salada de rúcula e parmesão é uma séria hipótese a considerar, bem como o pica-pau de novilho com molho mostarda e batatinha palha. Entre os pratos principais, podemos destacar o chateaubriand e o lombo, carnes confecionadas no josper, que combina grelha e forno numa peça. / Preço médio: 25 euros (Por Tiago Guilherme - Foto DR)

Ânfora (Lisboa): André Lança Cordeiro trocou a Suíça por Portugal e é hoje o chef que tem nas mãos os destinos e o futuro do restaurante Ânfora, inserido no hotel Palácio do Governador, em soft opening até fevereiro. Defensor de uma cozinha simples, precisa e que procura preservar os sabores bem marcados, André apresenta, na sua carta de estreia, verdadeiros desafios ao palato. Destaque para o linguado recheado de espinafres e cogumelos chanterelle e acompanhado de batatas cozinhadas em caldo e molho de espumante. Em matéria de sobremesas, vale a pena conhecre a esfera crocante em merengue e recheio de texturas de frutos vermelhos. / Preço médio: 45 euros (Por Carla Bernardino - Foto Nuno Antunes)

Belos Aires (Porto): Uma boa surpresa na recatada Rua de Belomonte, por várias razões: o antigo armazém foi adaptado a restaurante com uma decoração acolhedora, e uma carta pequena, rigorosa na qualidade dos ingredientes e ímpar no conforto dos sabores. A cozinha abre para a sala, o que permite apreciar o chefe argentino Mauricio Ghiglione a preparar a sua cozinha de fusão – com carnes e receitas da sua terra e frescos do mercado do Bolhão. / Preço médio: 20 euros (Por Dora Mota - Foto DR)

Bon Bon (Lagoa): Rui Silvestre está no Bon Bon há cerca de ano e meio, mas o restaurante reabriu apenas em fevereiro de 2015, tendo já conquistado uma estrela Michelin. Aqui pratica-se uma cozinha de produto, contemporânea. / Preço médio 40 euros (Por João Miguel Simnões - Foto DR)

Chimera (Lisboa): Começou por ser um projeto a três cabeças, como a criatura mitológica que lhe dá nome, mas Hugo Ferreira acabou por abandoná-lo a meio do ano. Ficaram Thomas Mancini e Adam Heller, que continuam a levar o barco a bom porto, com o mesmo propósito: «Não tentamos fazer este ou aquele estilo de comida, apenas coisas feitas com o coração», explica Adam. A carta muda regularmente, consoante o mercado e a inspiração do chef que estiver de serviço. Pratos garantidos não os há – mas há sempre experiências que nos deixam a ansiar pela visita seguinte. / Preço médio: 25 euros (Por João Mestre - Foto Fernando Marques)

3 Hyôshi (Porto): O 3 Hyôshi nasceu para fazer jus à diversidade culinária nipónica. A Baixa portuense tem já muitos sushi bars, mas raros são aqueles em que se pode provar uma boa diversidade de petiscos japoneses. Este espaço, dividido em três andares, faz o contrário. Tem também sushi tradicional, mas o principal são as otoshi. Do lume saem tempuras, robata (espetada relhada) ou gyosas de legumes ou carne. Recentemente incluíram na carta o rámen. / Preço médio: 15 euros (Por Luísa Marinho - Foto DR)

Domo (Porto): É um dos mais recentes espaços da cidade onde se pode comer bom sushi a preços acessíveis. Informal e descontraído, o restaurante tem apenas cerca de uma dúzia de lugares. Além de sushi tem outros petiscos nipónicos. / Preço médio: 15 euros (Por Luísa Marinho - Foto DR)
Uma grande quantidade de restaurantes nacionais que surgiram recentemente e ainda não deve ter tido tempo de experimentar. Veja a seleção da revista Evasões.