
“Ela perdeu a batalha contra o cancro depois de muitos anos a lutar contra a doença”. As palavras foram da representante da atriz Shannen Doherty, Leslie Sloane. A atriz morreu aos 53 anos, rodeada da família, e após nove anos de pesadas batalhas oncológicas.
Shannen foi diagnosticada com um tumor na mama em 2015, revelando, dois anos depois, que a a doença estava em remissão. Porém, em 2019 regressava e apresentava-se já em estádio 4, em 2020. Em julho do ano passado, a estrela que ficou mundialmente conhecida pelo seu papel na série juvenil Beverly Hills 90210, detalhava que o tumor se tinha metastizado nos ossos e cérebro e que tinha sido submetida a uma cirurgia. Uma luta que culminou agora, mais de um ano depois de dolorosas lutas.
“A devotada filha, irmã, tia e amiga estava cercada pelos seus entes queridos e também pelo seu cão, Bowie. A família pede privacidade neste momento para que possam sofrer em paz”, pedem os representantes da atriz que usou publicamente a sua voz para alertar para a doença e para mostrar a força da sua luta. “Não terminei de viver. Não terminei de amar. Ainda não terminei de criar. Ainda não terminei de mudar as coisas para melhor”, afirmou a atriz em novembro do ano passado à revista norte-americana People. “Simplesmente não terminei.” E nunca parou.
Antes de morrer, Doherty empenhava-se em recolher fundos e sensibilizar para a importância da investigação do cancro, mostrando que, mesmo com a doença, há energia para trabalhar.
Infarmed aprovou medicamento para o Cancro de Mama Metástico
Estima-se que o HER2-positivo represente 15 a 20% dos cancros da mama metastáticos. Em novembro do ano passado Autoridade Nacional de Medicamentos e Produtos de Saúde (Infarmed) concedeu a comparticipação para o tucatinib em combinação com trastuzumab e capecitabina, para o tratamento de doentes adultos com carcinoma da mama HER2-positivo localmente avançado ou metastático, que tenham recebido, pelo menos, dois regimes anteriores de tratamento anti-HER2.
Citada na nota, a médica oncologista e diretora da Unidade de Mama do Centro Clínico Champalimaud, Fátima Cardoso, refere que “esta aprovação é um novo aliado muito importante para médicos e doentes, dando resposta a uma necessidade clínica importante de pacientes com cancro da mama avançado HER2+”.
“É particularmente importante para os doentes com metástases cerebrais, tanto ativas, como previamente tratadas ou não tratadas com terapias locais”, adianta referindo que melhora a qualidade de vida e assegura “o controlo da doença por um período mais longo”.