
Em plena campanha eleitoral para a corrida à Casa Branca, cujas eleições serão na próxima terça-feira, 5 de novembro, a ameaça aos direitos das mulheres continuam na ordem do dia, nos Estados Unidos. da América.
Esta quarta-feira, 30 de outubro, num comício no Wisconsin, o republicano e ex-presidente dos EUA Donald Trump, afirmou que, uma vez de volta à Casa Branca, irá proteger as mulheres. “Eu disse: ‘Bem, eu vou fazer protegê-las, quer as mulheres gostem ou não”, declarou o candidato que foi rosto de escolhas para o Supremo Tribunal que fizeram retroceder o direito ao aborto e sob quem pendem dezenas de alegações de má conduta sexual, assédio e agressão ao longo dos anos, incluindo uma nova acusação que chegou na semana passada.
A candidata democrata e atual vice-presidente Kamala Harris já reagiu às declarações, que considera “ofensivas para todos”. “Donald Trump acha que pode tomar decisões sobre o que uma mulher faz como corpo dela”, “quer você goste ou não”, reagiu, alertando para o risco de os direitos reprodutivos das mulheres, autonomia e género poderem estar sob ameaça. Uma porta-voz da campanha da democrata Harris, Sarafina Chitika, acrescentou que Trump “acha que sabe mais do que as mulheres da América”.